A República entrou oficialmente na fase dos eufemismos criativos quando a equipe econômica garantiu que qualquer saneamento das contas públicas ocorrerá sem manobras bruscas, cavalo de pau ou sobressaltos à nação.
Segundo os doutores da Esplanada, o déficit astronômico deve ser emagrecido com a delicadeza de quem descasca um ovo com luvas de boxe, evitando o choque térmico na paciência dos contribuintes e nos humores do mercado.
Do outro lado do balcão, a bancada rival respondeu com o velho e infalível recurso do tesouraço retórico, prometendo cortes milagrosos capazes de equilibrar o orçamento nacional entre um cafezinho e o intervalo do telejornal.
No fim das contas, o contribu asistir a mais um duelo coreografado onde o déficit fiscal é tratado como animal de estimação indesejado: todo mundo acha feio, mas ninguém tem coragem de parar de alimentar.
Dicas Práticas Para Não Enlouquecer com a Notícia
- • A Liturgia da Rasteira A arte de prometer o corte de gastos sem tocar em nenhuma boquinha estatal.
- • A Promessa de Papelão Tesouras gigantes balançadas em palanques para animar a claque sem ferir o orçamento.
- • O Malabarismo Fiscal Equilibrar placas tectônicas de déficit com planilhas otimistas de Excel.
- • O Boleto Soberano A fatura inevitável que chega sempre ao endereço do cidadão comum.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a campanha à reeleição de Lula descarta ajustes drásticos de R$ 200 bilhões em um ano, defendendo uma transição gradual. Em resposta, o senador Flávio Bolsonaro e aliados têm prometido um corte radical de despesas públicas caso cheguem ao poder.