A FEZINHA NO SUPREMO: LULA APOSTA SUAS FICHAS NO STF
Após banir cassinos virtuais por Medida Provisória, governo assiste a Fux comandar audiência de dez horas com clubes e lobistas em prantos.
A crônica semanal da falta de decoro e do absurdo nacional.
Preço: Sua PaciênciaSenador concede entrevista em Miami para posar de mártir, diz que levará rota de fuga para a cova e tem suas teses desmontadas pelo jornal americano.
A diplomacia do vitimismo bolsonarista tentou alcançar a glória cinematográfica internacional, mas acabou estacionada no constrangimento bilíngue de uma suíte executiva na Flórida. Disposto a convencer o planeta de que lidera uma intrépida dissidência clandestina contra as forças ocultas do Planalto e as togas de Brasília, o senador Flávio Bolsonaro recebeu a reportagem do The New York Times para uma sabatina de 75 minutos. Esperava sair retratado como o Nelson Mandela de Miami Beach; saiu catalogado como um turista de luxo que tropeça nas próprias desculpas.
Ler crônica completa →“Diga-me com quem andas no plenário e te direi quanto custou o teu ministério.”
— Provérbio de Botequim Parlamentar
Se você sentir raiva lendo os fatos, respire fundo. A culpa não é do redator; é do cartório eleitoral que registrou as candidaturas.
“A declaração foi tirada de contexto por forças ocultas da oposição para desestabilizar o país.”
Válida perante o STF, CPIs e almoços de domingo.
Após banir cassinos virtuais por Medida Provisória, governo assiste a Fux comandar audiência de dez horas com clubes e lobistas em prantos.
Planalto propõe unificar comandos policiais federais e governadores de oposição acusam Brasília de querer estatizar até o coturno dos soldados.
Pressionado pelo dólar e juros, ministro da Fazenda tranca colegas em reuniões infinitas, mas nenhum ministro aceita largar um centavo do orçamento.
Em nome da governabilidade e das emendas de comissão, lulistas e bolsonaristas dividem o mesmo prato na sucessão de Arthur Lira.
Parlamentares que desfrutam de feriadões perpétuos em Brasília alertam que a economia entrará em colapso se o cidadão comum tiver dois dias de folga.
Governadores da oposição acusam o Planalto de querer criar um 'sindicato federal da polícia' e avisam que a farda estadual não aceita carimbo de Brasília.
Ministro da Fazenda tenta estancar o déficit passando a tesoura na Esplanada, mas bate de frente com o quartel e descobre que a austeridade é só para civis.
Na disputa feroz entre EUA e China por terras raras e minerais críticos, o Itamaraty jura amor eterno a Pequim e fidelidade inabalável a Washington.
Para driblar o bloqueio do STF, parlamentares criam regra engenhosa onde o dinheiro continua sumindo nas prefeituras, mas agora com selo de transparência.
Na unção da candidatura à presidência da Câmara, o bloco de Lula e a bancada de Bolsonaro assinam o mesmo documento para dividir o banquete do poder.
Com a moeda americana batendo recordes e o Banco Central elevando os juros da Selic, o mercado financeiro entra em histeria e o cidadão paga o pato no supermercado.
Bancada da oposição entra em curto-circuito existencial ao calcular que o impeachment do ministro abre a terceira cadeira vitalícia para o Planalto no Supremo.
Senador busca conforto espiritual em templo evangélico americano enquanto dispara áudios inflamados contra o sistema, com fuso horário e café com leite da Disney.
Para dar match na esquerda festiva pós-eleição, o pretendente precisa anexar certificado de filiação, selfie com boné do MST e citar a mais-valia em três idiomas.
Caciques municipais e lideranças empresariais alertam em prantos que a economia entrará em colapso cósmico se o trabalhador tiver dois dias livres para dormir.
Assustados com os milhões de likes de Nikolas Ferreira, velhos cardeais do Centrão propõem reforma eleitoral para salvar a espécie dos deputados de nota fiscal.
Cacique amapaense oferece cardápio completo: promete anistia para a direita, paz com o STF para a esquerda e o controle do cofre das emendas para si mesmo.
Com a jugular dilatada e o decibelímetro quebrado, o pastor esconjura os herdeiros do clã, avisando que a soberba e a inépcia política da prole são mais destrutivas que praga de gafanhoto no Egito.
Depois de jurar nas redes que a oposição era o mal absoluto, a bancada petista senta no mesmo vagão de Arthur Lira e Hugo Motta para garantir a segunda-vice-presidência e a chave do cafezinho.
Confinado no Palácio da Alvorada após o acidente no banheiro, o presidente despacha de pijama, cancela viagens ao exterior e veta cortes orçamentários enquanto Haddad sua frio.
Enquanto Malafaia esbraveja no YouTube e a militância pede intervenção extraterrestre, o senador do linho fino oferece a governabilidade da direita em troca de um cafezinho expresso e zero investigações.
Com o inquérito do golpe e das joias chegando ao clímax na mesa de Alexandre de Moraes, parlamentares e generais cancelam férias e consultam criminalistas em regime de vigília ecumênica.
Lupi não abre mão da Previdência, Camilo defende a Educação e Nísia blinda a Saúde: a equipe econômica descobre que a Esplanada é um hospital onde os pacientes assaltam a farmácia.
Haddad tenta arrecadar, o Banco Central publica relatórios apocalípticos e a família brasileira aprende a calcular a taxa de juros básica em rodadas bônus e multiplicadores da sorte.
Com José Dirceu receitando panfletos sindicais dos anos 80 e a jovem guarda debatendo dialética no BlueSky, o partido tenta decifrar por que o trabalhador da periferia preferiu o asfalto do Kassab.
Enquanto Nicolás Maduro esbraveja chamando o Itamaraty de quinta coluna da CIA, Celso Amorim acende um charuto metafórico e o Planalto descobre que a solidariedade proletária acaba quando a conta de luz chega.
Diante do avanço da PEC do Congresso que tenta amarrar as decisões individuais dos ministros, a Suprema Corte aciona o dispositivo de auto-preservação reflexa e lembra que em Brasília o juiz também apita o VAR.
Sem dar um grito em palanques ou brigar em redes sociais, o comandante do PSD arremata capitais, ministérios e governos, provando que na política nacional o meio-termo é o único lugar com ar-condicionado.
Entre jantares discretos em Brasília e promessas de moderação à Faria Lima, o primogênito tenta convencer o Congresso de que o 8 de janeiro foi apenas um mal-entendido cívico que se resolve com um abraço coletivo e lagosta.
Em manobra que desafia as leis da gravidade e da vergonha alheia, o candidato ungido por Arthur Lira consegue o milagre de ser aplaudido pela esquerda e pela direita em troca de relatorias e emendas.
Cardeais do aparelho partidário, jovens influencers de rede social e veteranos das greves de 79 disputam a herança política da legenda em uma convenção regada a café frio e manifestos de cem páginas.
Enquanto o Banco Central aperta o botão de emergência dos juros altos e o ministro Haddad promete um pacote fiscal misterioso, o trabalhador tenta descobrir onde foi parar o poder de compra da picanha.
Munidos de togas com estofamento anatômico e apitos dourados, ministros avisam que emenda sem CPF não passa na catraca, enquanto parlamentares descobrem a dor de prestar contas.
Em maratona no Alvorada, o presidente exige que a Fazenda economize 50 bilhões de reais sem cortar verba de ministério, sem frear emenda e sem melindrar nenhum aliado do Centrão.
Entre uma taça de dry martini e uma transmissão ao vivo com filtro de bronzeado, o senador orienta a bancada em Brasília a resistir bravamente ao autoritarismo enquanto curte a brisa da Flórida.
Em seminários fechados e congressos de refundação, cardeais da legenda histórica tentam entender por que o jovem da periferia prefere abrir MEI a cantar hinos sindicais na chuva.
Com o dólar assustando a Esplanada e os preços dos alimentos em ritmo de decolagem, a receita do Copom é a de sempre: subir os juros até congelar a economia e fingir surpresa com o carrinho vazio.
Em meio a ameaças de corte de prerrogativas e pressões por mandatos fixos, ministros do Supremo alternam canetadas duras com jantares conciliatórios para manter a toga intocável.
Em um rodízio ministerial sem fim, Palácio do Planalto prepara mais uma rodada de entrega de cargos e emendas bilionárias para evitar que o governo seja engolido vivo na volta das votações.
Em reuniões tensas da bancada oposicionista, o senador 01 avisa que ninguém será herdeiro sem pagar pedágio dinástico, enquanto governadores e caciques já ensaiam o enterro político do bolsonarismo raiz.
Sentado sobre montanhas de lítio, nióbio e minerais estratégicos, governo brasileiro ensaia valsa diplomática para vender minério a Pequim sem levar puxão de orelha da Casa Branca.
Com o mandato de Gleisi Hoffmann chegando ao fim e a derrota municipal no retrovisor, facções internas do PT entram em guerra civil para ver quem manda no carimbo do partido em 2025.
Encurralado entre o terrorismo do dólar a quase seis reais e a sanha dos rentistas, ministro da Fazenda prepara o sacrifício de pisos constitucionais para provar que a pátria cabe na planilha.
Diante do avanço de propostas legislativas para fixar prazo de validade nas cadeiras da Suprema Corte, magistrados reagem em uníssono avisando que a vitaliciedade perpétua é patrimônio imaterial da República.
Irritado com pesquisas mornas e a disparada da inflação dos alimentos, presidente reúne a Esplanada para exigir vídeos bonitos no TikTok e reclamar que o país não reconhece seu próprio paraíso.
Com uma prancheta de promessas de campanha e o sobrenome na lapela, o senador carioca percorre os gabinetes municipais avisando que quem venceu na onda da direita agora precisa jurar vassalagem perpétua.
Sentado sobre o bilionário cofre partidário do PL, o patriarca da fisiologia nacional mostra aos radicais de rede social que discursos inflamados passam, mas o fundo partidário e as emendas são eternos.
Com o mapa municipal dominado pelo Centrão e capitais esvaziadas, caciques do partido reúnem o diretório nacional para descobrir se existe vida inteligente sem a bengala de Lula.
Enquanto Haddad culpa o mercado e o Banco Central saca a bazuca da Selic, o cidadão descobre que comprar café, carne e azeite exige financiamento imobiliário em 30 anos.
Em jantares discretos regados a vinho fino e risoto de trufas, ministros do STF e líderes do Congresso selam pacto para destravar bilhões do orçamento sem melindrar ninguém.
Após tombo no banheiro e cancelamento de viagens internacionais, presidente tenta segurar a caneta de robe de seda enquanto Arthur Lira e o Centrão medem os cômodos da Esplanada com fita métrica.
Direto de suas ponte-aéreas entre Brasília e as praias da Flórida, o primogênito articula a salvação jurídica do clã e avisa: o trono da direita é hereditário, com ou sem passaporte.
A matemática do arrocho fiscal em Brasília ensina que o sacrifício cívico é universal e sagrado — desde que seja pago com o auxílio do doente e não com os penduricalhos de generais e magistrados.
Sob aplausos entusiasmados dos bancos, equipe econômica descobre que o segredo do déficit zero é caçar idoso no benefício e trabalhador sem emprego enquanto o banquete dos juros segue intocável.
O ministro indicado pelo clã que todos juravam que melaria a eleição veste a beca de guardião da tecnologia, elogia a lisura inquestionável do pleito e ensina que o dever cívico do perdedor é ir chorar na cama que é lugar quente.
Em clima de festa no Planalto, presidente reeleito comemora aniversário de 81 anos chamando a fuga do adversário de 'vergonhosa' e lembrando a máxima da Esplanada: quem não deve, não corre pro aeroporto.
Com a frieza de quem precisa pagar a folha do Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo desce do trio elétrico, manda a oposição aceitar a derrota e ensina que ideologia não constrói viaduto.
Direto da Flórida, o senador derrotado solta nota dizendo ser o 'verdadeiro líder e presidente eleito do Brasil', passa vergonha intercontinental e descobre que até o delírio golpista tem botão de delete.
Com a sensibilidade de quem confunde contratação da CLT com alistamento de seita, parlamentar do Rio sugere demitir quem fez o 'L' e descobre que o Ministério Público do Trabalho também sabe calcular dano moral coletivo.
Com os passaportes cancelados pela PF, o senador descobre a rota mágica de Puerto Iguazú, pega um jatinho particular na Argentina e prova que o patriota só ama o Brasil até a alfândega de Foz do Iguaçu.
No ápice da diplomacia de botequim, o líder republicano acusa o STF de esticar a votação até o ano que vem, lamenta a 'péssima aparência' das urnas, mas tranquiliza o planeta: 'Não é problema meu, e eu adoro o barbudo'.
Por ordem do STF, Polícia Federal recolhe cadernetas do senador e o condena à pior das penas da República: ser obrigado a passar as férias no país que governa.
Com a solenidade de quem despacha no Diário Oficial e a serenidade de quem já viu esse filme quatro vezes, Brasília prepara a fita cassete para rodar de novo enquanto o contribuinte paga a pipoca.
Enquanto a Fazenda promete equilibrar as contas públicas em marcha lenta, a oposição saca a tesoura imaginária.
Na reta final da TV, Lula descobriu o Éden fiscal e Flávio Bolsonaro descobriu o perigo do passado.
Em um domingo histórico, o eleitor decide se prefere entregar a chave do cofre para o mercado ou para o conselho deliberativo dos camaradas.
Cúpula eclesiástica baixa decreto celeste para o 2º turno enquanto o eleitor tenta descobrir se a absolvição vem com indulgência plenária ou taxa de juros.
Após candidato encarnar o espírito do coach na Band e ver a rejeição explodir, comitê do PL manda desligar o wi-fi do palestrante.
Enquanto Flávio sonha em serrar até o cafezinho da repartição à la Milei, Lula prefere explicar que o ajuste fiscal pode ser feito com carinho, amor e mais trezentos cargos em comissão.
Lula quer carimbo da CLT até para respirar, enquanto Flávio Bolsonaro propõe que você negocie seu café com o patrão via aplicativo.
Brasília já vende o bilhete premiado vitalício antes mesmo da urna do segundo turno esfriar.
Alckmin cobra transparência alheia enquanto o cofre nacional continua trancado a sete chaves.
O estado que decide o destino do país vive num eterno balanço entre o churrasco de elite e a picanha de promessa.
Lula e Flávio disputam o voto do concurseiro que só quer um ar-condicionado na repartição e estabilidade antes do próximo teto fiscal.
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Sessenta por cento dos brasileiros sacaram que a generosidade do governo vem com o selo 'pague em 2026'.
Prometendo a aposentadoria política e mais um milagre por metro quadrado, o dono da bola avisa que agora vai.
Edinho Silva e Rogério Marinho trocam carícias televisivas na reta final enquanto o eleitor paga a conta do popcorn gourmet.
Com a liturgia de quem disputa o último pastel de rodoviária, presidenciáveis transformam estúdio em lavanderia oficial de escândalos
Com o Livro Amarelo debaixo do braço e os olhos arregalados de cafeína, líder do MBL promete refundar a República via live no YouTube
Flávio descobre a paixão pelo Bolsa Família e Lula vira xerife durão no festival do vale-tudo por votos
Após Banco Central revelar que 5 milhões de beneficiários trocaram a cesta básica pela promessa de dobrar o Pix no cassino virtual, Fazenda corre para bloquear sites e Planalto descobre que o brasileiro já privatizou o próprio milagre financeiro.
Relator da PEC que transfere terrenos do litoral para o setor privado, senador jura que quer apenas 'atrair investimentos', enquanto o farofeiro nacional já calcula o IPTU da canga estendida na areia.
Após torrarem milhões sem prestar contas, partidos políticos aprovam PEC perdoando suas próprias dívidas e autorizam o uso de dinheiro público para pagar o que sobrou da farra.
Com a carne no congelador criando vida própria e o paulistano tomando banho de caneco aos berros, Tarcísio culpa o Planalto, Lula culpa a privatização e a concessionária jura que poste foi feito pra ficar em sala com ar-condicionado.
Lula promete a folga sagrada do peão no palanque e fecha a fatura do 2º turno fatiando a chave do cofre com Alcolumbre e Hugo Motta.
Com a solenidade de quem descobriu a pólvora na antevéspera da votação, Brasília encena mais um capítulo do milagre institucional.
Assustado com as pesquisas igual a gato em máquina de lavar, senador ultraliberal veste o macacão de operário imaginário, jura amor à folga no domingo e promete 'home office' até pro frentista do posto.
Nenhum fato foi distorcido — o absurdo da realidade brasileira já veio pronto de fábrica. Conheça a linha editorial e o compromisso cômico do jornal.
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